As práticas agrícolas e alimentares benniza´a diante dos efeitos do Antropoceno em Villa Díaz Ordaz, Tlacolula, Oaxaca

Gabriela Martínez Aguilar
Esta pesquisa, realizada na comunidade de Villa Díaz Ordaz, Oaxaca, México, identifica os momentos-chave das mudanças alimentares que mulheres e homens experimentaram, associadas às mudanças no sistema agrícola. Embora a população contribua minimamente para a deterioração ambiental de seu território, as pessoas estão no espectro das populações que sofrem as consequências antropocêntricas: padrões climáticos imprevisíveis ou extremos, secas prolongadas, interrupção dos ciclos sazonais e agrícolas, expansão demográfica acelerada e modificação da paisagem para condições mais urbanizadas e poluentes.
Gabriela Martínez Aguilar é doutora em Desenvolvimento Regional e Tecnológico e atualmente pesquisadora de pós-doutorado no Centro de Pesquisas e Estudos Superiores em Antropologia Social, Unidade Pacífico Sul. A partir da perspectiva da Antropologia Médica e no âmbito do Projeto Antropoceno, busca contribuir para a análise dos impactos sistemáticos da “atividade antropocênica” sobre a vida das sociedades rurais, particularmente das mulheres e suas famílias cujas atividades socioeconômicas estão ligadas às práticas agrícolas. Anteriormente, contribuiu para projetos de pesquisa no El Colegio de la Frontera Sur, Unidad San Cristóbal, e no Tecnológico Nacional de México, campus Oaxaca.

Pontos de Aprendizagem

  • Como o Antropoceno nos ajuda a compreender a relação entre as mudanças climáticas, as modificações nos hábitos alimentares e a capacidade dos corpos dos camponeses de sustentar o trabalho agrícola em Villa Díaz Ordaz?
  • Como a redução dos campos cultivados e a migração da mão de obra para a construção civil estão relacionadas aos efeitos destrutivos associados ao uso e à degradação da terra?